A Roda do Ano em nossas vidas

A Roda do Ano em nossas vidas 
(Por Gaia Religare) 

A Roda do Ano é uma sacralização do real, do que realmente acontece na Natureza, mas também é cheia de simbolismo. Esse simbolismo vem da observação daqueles que, durante séculos, escreveram seus textos sagrados e rituais.

Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. Ou seja: o que acontece no reino dos deuses acontece conosco.

Assim, a Deusa e o Deus se unirem em Beltane, significa toda a fertilidade da Terra naquele momento. Não é à toa que o mês de maio é o mês tradicional para casamentos (Beltane é celebrado em maio no hemisfério norte). Algumas tradições pagãs realizam em Beltane o ritual de união de casais (também conhecido como handfasting), onde o casal faz seus votos por um ano e um dia, e em Beltane próximo decidem se querem renovar esse voto ou se separar. Simples assim. Em Beltane, a Natureza transborda vida.

No solstício de verão, é o auge do Deus Sol. Trata-se do dia mais longo do ano e, a partir dali, bem lentamente, os dias começam a ficar mais curtos. Muitas pessoas não costumam reparar nisso, mas a partir do momento que você passa a observar você vê como isso é visível a todos. Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o inverno vai se aproximando.

Na colheita dos grãos de Lammas você começa a ver como a decadência do Sol fica mais evidente. Ele está se despedindo, se sacrificando pelos grãos que nasceram. O verão está nitidamente acabando; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais.

O outono chega e você percebe de vez que o inverno vai chegar. Mais um ano se passou e ficamos com aquela sensação de introspecção; vontade de ficarmos contemplativos e reflexivos. O inverno está vindo e o que fizemos de novo? O que podemos realizar no ano novo que virá?

Os dias estão cada vez mais escuros e a reflexão interior nos faz lembrar do que passou. Lembramos não só do que fizemos no último ano, mas em toda a nossa vida. Lembramos de quando éramos crianças, de nossos pais, de nossos familiares que já se foram, é Samhain. A escuridão prevalece e o véu entre os mundos está fino, propício para honrarmos nossos parentes que já se foram. Não é momento de ficar triste, mas de fazer festa para que nossos amigos que já morreram vejam como estamos felizes por eles. Quem disse que a pessoa quando morre fica triste? Triste ela irá ficar se vir você triste aqui, portanto, alegre-se! Este é o momento de dizer o quanto a vida é boa, apesar dos problemas comuns, e como sentimos falta de nossos antepassados.

No solstício de inverno, a noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce. A Terra está pura, no início dos tempos novamente. Novas esperanças renascem; projetos emergem das cinzas. A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.
Da mesma forma que a Lua Negra se torna Crescente, a Deusa anciã da escuridão se torna a Deusa jovem em Imbolc; a donzela dos novos ventos e esperanças. Os dias vão ficando mais longos e a primavera está chegando. O inverno já passou.

Cada vez mais o frio vai dizendo adeus e dando lugar ao Sol que volta forte, como no início, crescendo e amadurecendo até chegar novamente em Beltane, onde a Terra será fértil novamente. E assim é a Roda; e assim é a nossa vida.

Sempre que você se deparar com algo na Roda do Ano que não consiga entender a princípio, reflita. Pode ser necessário você ter que esperar passar por aquele momento da Roda para entender realmente o que está sendo dito. talvez você demore anos para entender. Talvez você já tenha entendido. O que importa é que a Roda é um reflexo da nossa vida, em todos os aspectos.

Observe a Natureza, observe os animais, observe seus parentes. A roda do Ano está em todo lugar.

Fonte: Gaia Religare


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